sábado, 24 de outubro de 2009

eu nunca fui uma pessoa muito crente em amor. esse negócio de amor idealizado, essa coisa de supervalorização do amor, da felicidade eterna, do felizes para sempre. pra mim, ninguém é totalmente feliz. não me entendam mal, acredito em felicidade, só não acredito em uma vida repleta dela. pra mim, uma vida de verdade tem sim o seu lado trágico, o seu lado triste, o seu lado obscuro. mais uma vez, não me entendam mal, não estou dizendo que a vida é feita somente de trevas, mas sim da composição entre a tristeza e a felicidade, os momentos bons e os ruins, basicamente, pra mim, a vida é como a lição do yin e do yang. para os que não conhecem, ele fala basicamente disso, que tudo é formado por dois pólos, que se complementam, que é a partir dessa harmonia que tudo ocorre.
as vezes eu fico vendo esses filmes melosos, os quais eu confesso, adoro. geralmente, a gente gosta de ver aquilo que é irreal. mas, voltando ao tema dos filmes melosos, filmes do tipo "doce novembro" , "outono em NY", "Diário de uma paixão" (o meu preferido), eles são tão perfeitos (tudo bem, o final dos dois primeiros não é tão perfeito assim), mas eles mostram aquele amor supremo, aquele amor capaz de fazer você ignorar a sua vida inteira, por causa de uma pessoa, fazer você largar tudo, só para ficar com alguém, ou até mesmo desconsiderar outras pessoas que estavam o tempo todo ao seu lado, por ela não ser "aquela" pessoa. sei que isso pode soar um pouco cético, mas como disse outrora, se está preocurando o tipo de leitura "conto de fadas", passe reto, com certeza não me encaixo nesse tipo.
a muito tempo assisto a uma série, a qual muito me agradava, "One tree hill", na qual havia uma personagem "Peyton", que de certa forma, me inspirava. ela era o tipinho perfeito de garota, só que com todos os transtornos psicologicos possiveis. e o que me agradava mais. não era a típica personagem principal: uma romântica insuportável. muito pelo contrário, não acreditava muito nisso. tudo bem que isso teve prazo de validade, até claro, ela finalmente ficar com o galãnzinho da série. mas enfim, havia uma frase que ela sempre falava, que vira e mexe, se aplica a minha vida: " People Always Leave".
Bom. Mas não quero ser responsável pelo aumento do cetismo em relação ao amor, então, amem sim. Mas, amem-se primeiro...
Finalzinho meio auto ajuda, mas, quem não precisa ouvir isso de vez em quando?