eu nunca fui uma pessoa muito crente em amor. esse negócio de amor idealizado, essa coisa de supervalorização do amor, da felicidade eterna, do felizes para sempre. pra mim, ninguém é totalmente feliz. não me entendam mal, acredito em felicidade, só não acredito em uma vida repleta dela. pra mim, uma vida de verdade tem sim o seu lado trágico, o seu lado triste, o seu lado obscuro. mais uma vez, não me entendam mal, não estou dizendo que a vida é feita somente de trevas, mas sim da composição entre a tristeza e a felicidade, os momentos bons e os ruins, basicamente, pra mim, a vida é como a lição do yin e do yang. para os que não conhecem, ele fala basicamente disso, que tudo é formado por dois pólos, que se complementam, que é a partir dessa harmonia que tudo ocorre.
as vezes eu fico vendo esses filmes melosos, os quais eu confesso, adoro. geralmente, a gente gosta de ver aquilo que é irreal. mas, voltando ao tema dos filmes melosos, filmes do tipo "doce novembro" , "outono em NY", "Diário de uma paixão" (o meu preferido), eles são tão perfeitos (tudo bem, o final dos dois primeiros não é tão perfeito assim), mas eles mostram aquele amor supremo, aquele amor capaz de fazer você ignorar a sua vida inteira, por causa de uma pessoa, fazer você largar tudo, só para ficar com alguém, ou até mesmo desconsiderar outras pessoas que estavam o tempo todo ao seu lado, por ela não ser "aquela" pessoa. sei que isso pode soar um pouco cético, mas como disse outrora, se está preocurando o tipo de leitura "conto de fadas", passe reto, com certeza não me encaixo nesse tipo.
a muito tempo assisto a uma série, a qual muito me agradava, "One tree hill", na qual havia uma personagem "Peyton", que de certa forma, me inspirava. ela era o tipinho perfeito de garota, só que com todos os transtornos psicologicos possiveis. e o que me agradava mais. não era a típica personagem principal: uma romântica insuportável. muito pelo contrário, não acreditava muito nisso. tudo bem que isso teve prazo de validade, até claro, ela finalmente ficar com o galãnzinho da série. mas enfim, havia uma frase que ela sempre falava, que vira e mexe, se aplica a minha vida: " People Always Leave".
Bom. Mas não quero ser responsável pelo aumento do cetismo em relação ao amor, então, amem sim. Mas, amem-se primeiro...
Finalzinho meio auto ajuda, mas, quem não precisa ouvir isso de vez em quando?
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