sexta-feira, 5 de março de 2010

It's just raining

" Deixe que digam que pensem que falem, deixa isso pra lá e vem pra cá o que é que tem?
  Eu não tô fazendo nada nem você também [...]"

Sem muito o que falar... e olha que hoje era pra ser um dia inspirador... a chuva caindo lá fora... dia totalmente atípico, sem fazer NADA... Senti falta de dias assim, da mesma forma que sinto repulsa por eles... muito tempo ocioso, muito tempo pra pensar, repensar, relembrar... e sinceramente? não to muito afim de relembrar das coisas, dos fatos, dos acontecimentos, das pessoas... amarga? é o que dias de chuva fazem com voce, quando a única coisa que te resta é a cama e o computador. Exagerada? Magina... HahahhahAhha... Só um cadim!


"[...] Well can't you see that it's just raining? There ain't no need to go outside. [...]"

Acordou derrepente e ainda meio zonza tentava reconhecer o lugar  a sua volta. Por um instante sentiu-se confusa, as paredes, a mobília, não reconhecia nada... Olhou pela janela, chovia torrencialmente. Lembrou que sempre odiara dias de chuva, o que lhe fez lembrar quais os motivos que a levaram a mudar para aquele lugar que sempre chovia. Olhou para frente, reconheceu as fotos no mural... Como num estalo, começou a reconhecer o lugar. As paredes já não intimidavam mais.
Levantou, tropeçou em um sapato. Aquele ela tinha certeza de que não conhecia. Olhou para sua cama. Ao lado de onde dormira, uma figura branca, máscula, mas delicada ao mesmo tempo. Era excessivamente branco, cabelos excessivamente negros, boca bem delineada... Era uma figura que agradava seus olhos. Ficou ali, como num transe, fitando-o. Lá fora ecoa um trovão..
Derrepente lembrou-se. Apesar de agradável, era um espectro desconhecido. Seu coração acelerou, suas mãos começaram a transpirar, mal conseguiu se conter. Tentou sair do quarto sem fazer barulho, tentar respirar, pensar em tudo. Antes que pudesse alcançar a porta, tropeçou novamente naquele objeto que lhe parecia tão estranho. Fez uma cara de criança quando é pega fazendo travessura. Olhou para o lado, lá estava ele, sorrindo um sorriso angelical, um sorriso aberto, convidativo. Sem saber o porque, tambem sorriu, esqueceu as sensações anteriores, a chuva caindo torrencialmente, como se aquele sorriso tivesse feito tudo desaparecer. Esqueceu-se até que odiava dias como aqueles. Na verdade, dias de chuva lhe pareciam muito agradáveis naquele momento. Ele se sentou na cama, deixando o lençol sobre ele cair até a cintura, desvendando um corpo irritantemente perfeito e excessivamente branco. Lhe estendeu a mão, ainda sorrindo. Um sorriso perfeito, doce, mas ao mesmo tempo sedutor. Sem nem pensar, aceitou o convite e pensou que dias de chuva não eram tão ruins assim. Afinal de contas, não teria que sair de casa hoje.


[...] Well can't you see that it's just raining? There ain't no need to go outside. [...]

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