segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fala que (ainda) me ama




Fala que você me ama!
que sente vontade de gritar pra todo mundo.
Que sente falta do meu jeito arrogante de achar que está sempre certa. Da maneira desajeitada de demonstrar o quanto eu amo você.
Diz que sente falta. Das nossas conversas, das noites em que passamos em claro discutindo sobre nada.
Da minha forma escandalosa de falar. De como éramos perfeitos um para o outro.
Confessa. Pára de hipocrisia e confessa que sem mim a sua vida nunca mais vai ser a mesma. Que por pior que eu fosse, pra você eu era perfeita.
Vai, fala! Que nossos corpos se encaixavam como se tivessem sido feitos um para o outro, e que nossas noites juntos eram extasiantes.
Fala que você me ama!
Que antes de mim nunca soube o que era amor.
Que antes de mim nunca soube o que era ódio.
Que sempre soube que eu te amava sem nem mesmo eu dizer uma palavra. Que conseguia me ler como se estivesse lendo um livro. Que o meu jeito descontrolado, louco e arrogante de ser, era o que te fascinava.
Que amava deitar no meu colo e ficar ouvindo sobre histórias antigas. Que amava alimentar o meu ego.
Confessa que chorou.
Confessa que quando não me tinha mais ao seu lado os dias ficaram mais cinzentos, e você não conseguiu me esquecer.
Que cada detalhe te fazia lembrar de mim.

Fala que (ainda) me ama, e deixa de lado esses pudores e essa hipocrisia que nunca te levaram a nada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um leite quente por favor.



Um leite quente por favor.
Pra aquecer a garganta, pra aquecer a alma, o corpo e o coração.
Um leite quente por favor.
Pra ver se assim consigo me esquecer do frio que me cerca, da dor que me carrega, da solidão que me persegue.
Do medo que me afugenta, da tristeza que tenta me dominar.
E ver se assim a vida deixe de ser tão intimidante.


Um leite quente por favor.

[...]

O peito sufoca...
Tenta gritar, tenta tirar tudo o que o seu peito carrega. A dor, a tristeza, a decepção, a alegria, o amor, a felicidade.
Se pega remoendo situações passadas, como quem tenta reviver novamente através da memória. Inútil. As memórias que hoje surgem em sua mente são apenas pinturas, esboços do que um dia realmente viveu. São as pinturas e esboços que sua mente formaram, não as que realmente ocorreram.
Acorda desse transe. Olha ao redor e se ve diante de uma pessoa completamente diferente da que costumava ser. Nem melhor, nem pior. Apenas com mais experiências, sabendo onde deve realmente devotar a sua fé.
O peito sufoca.
Quer mudar. Não quer ser mais daquele jeito. Quer jogar tudo pra cima, ser uma pessoa completamente diferente da que costumava ser. Da que atualmente é. A pose de durona, de valente, são apenas máscaras para esconder uma alma sensível, que acredita na grandeza da humanidade.
Olha em volta. Um lugar repleto de memórias, de rostos conhecidos, cheio de sentimentos, emoções... Não quer mais sentir tudo aquilo.
Talvez... Talvez se mantivesse a alma entorpecida não precisasse sentir tudo aquilo... Talvez sua alma fosse mais tranquila
O peito sufoca [...]

quinta-feira, 8 de julho de 2010

3 horas da manhã



Eram 3 horas da manhã quando sentiu um terremoto atrapalhando o seu sono.
Era o celular, recebendo uma mensagem, que na cama de madeira vibrava de uma tal forma que sempre fazia com que acordasse assustada.
Com os olhos entreabertos foi recuperando a consciência e se dando conta de onde estava. Pegou o aparelho com uma vontade de arremessa-lo longe. Desistiu da idéia, e já que já estava acordada resolveu ver do que se tratava.
Uma mensagem, às 3 horas da manhã. Quem lhe mandaria uma mensagem a essa hora. No texto, "Eu te amo". Deixou escapar um sorriso no canto dos lábios. Quis responder, mas se deu conta de que o seu destinatário não seria o mesmo que lhe havia mandado a mensagem. Repensou. Achou melhor deixar pra lá.
Afinal de contas, eram 3 horas da manhã.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cada dia que passa é uma sensação diferente. Um dia, um vazio completo, no outro, uma sensação incrível de estar completa, satisfeita... Nos dias do vazio, a tentativa patética de culpar o mundo inteiro pelos problemas, pelo trânsito lento, pelos prazos que estão muito corridos, pelo cabelo que exatamente naquele dia resolveu não te obedecer, pelas roupas que não estão do jeito que elas sempre ficam, porque alguém pegou um par de meias que era justamente o que você queria usar... Mesmo sabendo que todos os dias têm trânsito, que os prazos continuam do mesmojeito, que tem dias que o cabelo cria vontade própria, que as roupas estão exatamente do mesmo jeito que estavam no dia anterior, e que as meias que você tanto queria usar é igual a todas as outras dentro da sua gaveta... Mas naquele dia, tudo é diferente.


Nos dias de plena satisfação o Universo resolveu lhe sorrir e lhe dar a mão durante o dia inteiro... Todo mundo é educado, você quebrar o salto não é nada, afinal de contas, isso acontece com todo mundo, o tempo está ótimo [...] Enfim....


Uma (grande e melhor) amiga tem passado por essas oscilações... Digamos que muitas ultimamente. O engraçado é o fato de conseguir me enxergar em tudo aquilo. Não com tanta emoção, afinal de contas, não sou tão emotiva assim.. Alguns diriam que não sou nem um pouco... Na verdade, não demonstro como as pessoas esperam que eu demonstre.


As vezes me pego na tentativa frustada de abraça-la e dizer "vai ficar tudo bem". Mesmo eu sabendo que não vai. Mesmo eu sabendo que isso é a vida real, que não adianta passar a mão na cabeça e esperar tudo se resolver. Mesmo eu querendo que as vezes fosse assim pra ela. Não que ela não aguente. Acreditem, é uma das pessoas mais fortes que eu já conheci. Ela só não consegue notar isso.
Ela não sabe disso ainda, mas ela ainda vai balançar o mundo ao seu jeito. De uma forma ou de outra, ela balança o meu há muitos anos.


"Eu respiro tentando encher os pulmões de vida, mas ainda é dificil deixar qualquer luz entrar...Ainda sinto por dentro toda dôr dessa ferida,  mas o pior é pensar, que isso um dia vai cicatrizar...
Eu queria manter cada corte em carne viva, a minha dôr, em eterna exposição. E sair nos jornais, e na televisão. Só prá te enlouquecer, até você me pedir perdão...
Eu já ouvi 50 receitas prá te esquecer, que só me lembram, que nada vai resolver. Porque tudo, Tudo me traz você ...E eu já não tenho prá onde correr...
O que me dá raiva não é que você fez de errado. Nem seus muitos defeitos, nem você ter me deixado.
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia, nem o que eu não vivi aprisionado em sua têia...
O que me dá raiva são as flôres e os dias de sol..São os seus beijos e o que eu tinha sonhado prá nós...
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor... É o que vai me faltar, o que fazer do meu amor?...
Eu já ouvi 50 receitas prá te esquecer, que só me lembram, que nada vai resolver. Porque tudo, Tudo me traz você ...E eu já não tenho prá onde correr... "