quinta-feira, 15 de julho de 2010

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O peito sufoca...
Tenta gritar, tenta tirar tudo o que o seu peito carrega. A dor, a tristeza, a decepção, a alegria, o amor, a felicidade.
Se pega remoendo situações passadas, como quem tenta reviver novamente através da memória. Inútil. As memórias que hoje surgem em sua mente são apenas pinturas, esboços do que um dia realmente viveu. São as pinturas e esboços que sua mente formaram, não as que realmente ocorreram.
Acorda desse transe. Olha ao redor e se ve diante de uma pessoa completamente diferente da que costumava ser. Nem melhor, nem pior. Apenas com mais experiências, sabendo onde deve realmente devotar a sua fé.
O peito sufoca.
Quer mudar. Não quer ser mais daquele jeito. Quer jogar tudo pra cima, ser uma pessoa completamente diferente da que costumava ser. Da que atualmente é. A pose de durona, de valente, são apenas máscaras para esconder uma alma sensível, que acredita na grandeza da humanidade.
Olha em volta. Um lugar repleto de memórias, de rostos conhecidos, cheio de sentimentos, emoções... Não quer mais sentir tudo aquilo.
Talvez... Talvez se mantivesse a alma entorpecida não precisasse sentir tudo aquilo... Talvez sua alma fosse mais tranquila
O peito sufoca [...]

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