segunda-feira, 19 de julho de 2010
Fala que (ainda) me ama
Fala que você me ama!
que sente vontade de gritar pra todo mundo.
Que sente falta do meu jeito arrogante de achar que está sempre certa. Da maneira desajeitada de demonstrar o quanto eu amo você.
Diz que sente falta. Das nossas conversas, das noites em que passamos em claro discutindo sobre nada.
Da minha forma escandalosa de falar. De como éramos perfeitos um para o outro.
Confessa. Pára de hipocrisia e confessa que sem mim a sua vida nunca mais vai ser a mesma. Que por pior que eu fosse, pra você eu era perfeita.
Vai, fala! Que nossos corpos se encaixavam como se tivessem sido feitos um para o outro, e que nossas noites juntos eram extasiantes.
Fala que você me ama!
Que antes de mim nunca soube o que era amor.
Que antes de mim nunca soube o que era ódio.
Que sempre soube que eu te amava sem nem mesmo eu dizer uma palavra. Que conseguia me ler como se estivesse lendo um livro. Que o meu jeito descontrolado, louco e arrogante de ser, era o que te fascinava.
Que amava deitar no meu colo e ficar ouvindo sobre histórias antigas. Que amava alimentar o meu ego.
Confessa que chorou.
Confessa que quando não me tinha mais ao seu lado os dias ficaram mais cinzentos, e você não conseguiu me esquecer.
Que cada detalhe te fazia lembrar de mim.
Fala que (ainda) me ama, e deixa de lado esses pudores e essa hipocrisia que nunca te levaram a nada.
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